Sabe aquela pessoa que sempre era a escolhida para apresentar os trabalhos na faculdade? Essa pessoa se comunicava bem? Não necessariamente. Não devemos confundir um bom comunicador com um “falador desinibido”, pois até o desinibido pode fracassar, se não conhecer técnicas de comunicação.

A boa notícia? Você não precisa ser um falador para ser um bom comunicador!

Em primeiro lugar é preciso entender que falar publicamente é como dançar. Você precisa conhecer os passos e o ritmo. Em cada situação a qual precisamos falar publicamente  pode exigir passos e ritmos diferentes.

O que aconteceria se tentasse sambar ao conduzir o seu parceiro em uma valsa? Seria um verdadeiro desastre, não acha?

É o mesmo que acontece quando um palestrante começa a tentar dar uma aula para a plateia que foi assistir a uma palestra ou vice versa, quando um professor começa a ministrar uma palestra para seus alunos ou quando alguém está fazendo uma apresentação empresarial e começa a dar aula sobre o projeto. Percebeu? Ritmos diferentes, plateias com expectativas diferentes, requerem técnicas diferentes. Aulas, palestras e apresentações empresariais são diferentes modalidades de fala pública.

Só depende de você!

Você pode ser um excelente professor e péssimo palestrante ou vice versa. Pode ser um brilhante apresentador de projetos e não conseguir ensinar nada a ninguém. Essas constatações não devem servir como uma crença limitante. O fato de ter mais facilidade para apresentar-se em alguma modalidade não impede que possa obter sucesso em outras. É preciso ter a consciência de que, assim como acontece com dançarinos profissionais, você deve conhecer a fundo o “ritmo”, estudar e treinar todos os “passos”.  A excelência só será alcançada pela repetição.

Um bom comunicador é aquele que conhece as expectativas do seu público, a modalidade (ritmo) e técnicas acerca do tipo de apresentação que precisará fazer.

Bom comunicador ou falador desinibido?